Com 0,74%, Bahia registra um dos menores índices de sub-registro de nascimentos da série histórica do IBGE
- 26 de mai.
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As Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos foram divulgadas na última quarta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelando que a Bahia alcançou a marca de apenas 0,74% de nascimentos não registrados nos Cartórios de Registro Civil do estado em 2024.
O índice representa uma queda de 3,08 pontos percentuais em relação ao início da série histórica, em 2015, quando a taxa de sub-registro na Bahia era de 3,82%. O resultado atual é um dos menores já registrados pelo estado e reforça a trajetória consistente de redução observada nos últimos anos. Em 2023, o índice era de 0,58% e, em 2022, figurava em 0,65%.
“Os dados refletem um trabalho contínuo dos cartórios baianos para ampliar o acesso ao registro civil em todas as regiões do estado. Mesmo em municípios mais distantes, existe um esforço permanente para garantir que esse direito chegue à população”, afirma Samantha Carvalho, presidente da Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais do Estado da Bahia (Arpen/BA).
A Bahia aparece entre os estados com menores índices de sub-registro do Nordeste, atrás apenas de Alagoas (0,56%), Paraíba (0,56%) e Rio Grande do Norte (0,73%). O percentual baiano também permanece abaixo de 1%, próximo da cobertura universal preconizada pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Veja a evolução do sub-registro de nascimentos na Bahia
Ano | Índice de Sub-registro |
2015 | 3,82% |
2016 | 2,78% |
2017 | 2,26% |
2018 | 2,40% |
2019 | 0,96% |
2020 | 1,31% |
2021 | 1,15% |
2022 | 0,65% |
2023 | 0,58% |
2024 | 0,74% |
Entre os municípios baianos com maior número estimado de nascidos vivos, os índices também se mantiveram baixos, a exemplo de Salvador (1,21%), Feira de Santana (0,70%), Vitória da Conquista (0,37%) e Camaçari (0,47%).
“O registro civil é a porta de entrada para a cidadania. Esses números mostram que cada vez mais famílias baianas estão conseguindo acessar esse direito desde os primeiros dias de vida da criança, graças ao trabalho integrado dos cartórios com os órgãos públicos”, destaca Samantha.
Sub-registro de óbitos apresenta redução na Bahia
Os dados do IBGE também apontam redução no sub-registro de óbitos na Bahia ao longo da última década. Em 2024, a taxa estimada foi de 5,22%, índice inferior ao registrado em 2015, quando o percentual era de 9,13%. No último ano, o estado contabilizou 107.315 óbitos estimados.
Em 2023, o sub-registro de óbitos na Bahia foi de 5,21%, com total estimado de 104.583 óbitos. Apesar das oscilações observadas ao longo dos anos, os dados demonstram avanço gradual na cobertura do sistema de registro civil no estado.
Veja a evolução do sub-registro de óbitos na Bahia
Ano | Índice de Sub-registro |
2015 | 9,13% |
2016 | 8,38% |
2017 | 6,90% |
2018 | 7,15% |
2019 | 5,33% |
2020 | 6,18% |
2021 | 5,43% |
2022 | 5,61% |
2023 | 5,21% |
2024 | 5,22% |
“Esse avanço é muito importante porque mostra que cada vez mais pessoas estão tendo acesso ao registro civil na Bahia. Tudo isso só foi possível pelo trabalho contínuo e positivo dos cartórios baianos para garantir documentação, cidadania e mais segurança jurídica para a população”, completa Samantha Carvalho.
As Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos são obtidas por meio do pareamento das bases de dados das Estatísticas do Registro Civil, coletadas pelo IBGE, e do Ministério da Saúde, utilizando o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
Fonte: Assessoria de Comunicação da Arpen-Brasil, com informações do IBGE




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