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“Agora ficou muito mais fácil”: modernização do cartório de Uruçuca muda rotina da população e aproxima comunidade dos serviços registrais

  • 9 de jun.
  • 4 min de leitura

Há nove anos à frente da serventia, Gracielle Veloso acompanha a transformação do atendimento, a informatização dos serviços e a construção de uma relação mais próxima com a comunidade local

 

No sul da Bahia, entre plantações de cacau, ruas tranquilas e a cerca de 42 quilômetros de Ilhéus, Uruçuca segue no próprio ritmo. Com pouco mais de 22 mil habitantes, a cidade ainda carrega marcas da antiga era dos Barões do Cacau, mas também vive mudanças que atravessam a rotina da população. Uma delas acontece dentro do Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais do município, comandado há nove anos pela registradora Gracielle Cristina Rodrigues Veloso.

 

Quem chega hoje ao cartório encontra atendimento informatizado, canais digitais e um acervo organizado. Mas a estrutura encontrada por Gracielle em 2017 era outra. O serviço funcionava em uma pequena sala dentro do fórum da comarca, com dificuldades que iam desde o armazenamento dos documentos até o acesso da população.

 

“O cartório funcionava numa pequena sala no fórum da comarca e precisávamos, portanto, transferi-lo para um local ideal, adaptado ao seu acervo e também de fácil acesso para a população”, lembra Gracielle.

 

A primeira mudança veio poucos meses depois da chegada da registradora civil. O cartório foi instalado provisoriamente em uma antiga casa colonial na Rua Rui Barbosa, uma construção da época dos Barões do Cacau. Dois anos depois, a serventia ganhou um novo espaço, mais moderno e preparado para receber o crescimento da demanda.

 

“Posteriormente, já em dezembro de 2019, nós transferimos o cartório ainda aqui na região do centro, próximo do nosso fórum da comarca, mas num local também de fácil acesso, moderno e maior, para que pudesse comportar o acervo que vem crescendo a cada ano e também para que a gente pudesse dar maior comodidade para o atendimento da população local”, conta a titular do cartório.

A reorganização do acervo também revelou histórias que estavam escondidas no meio de caixas antigas, documentos e correspondências esquecidas. Entre elas, uma carta enviada pela própria Gracielle anos antes, quando ainda trabalhava em um cartório no Espírito Santo.

 

“Encontramos caixas, inclusive, com várias comunicações de casamento e óbito, muitas sem cumprimento. O curioso é que encontramos uma caixa com vários envelopes selados, sem abrir, do ano de 2006. E uma dessas comunicações era justamente uma comunicação que eu tinha encaminhado enquanto eu era escrevente no Espírito Santo”, relata.

 

Ela conta que o documento nunca havia sido anotado no livro da serventia. “Eu mandei essa comunicação e chego aqui em Uruçuca e a comunicação não estava cumprida”, completa.

 

Modernização e atendimento mais próximo

 

A transformação da estrutura veio acompanhada de outra mudança que foi percebida rapidamente pela população: a forma de atendimento. Segundo Gracielle, o avanço da informatização e a digitalização do acervo facilitaram o acesso da população aos serviços registrais e aproximaram o cartório da rotina dos moradores.

 

“O atendimento vem crescendo ao longo dos anos, principalmente com a informatização e a digitalização do acervo. O acesso que as pessoas estão tendo ao cartório agora ficou mais fácil por conta das centrais de atendimento. Nós temos atendimento remoto, atendimento online, e-mail, WhatsApp. Então, ficou muito mais fácil entrar em contato com o cartório”, afirma.

 

A percepção também aparece do outro lado do balcão. Morador da cidade, Fernando acompanha as mudanças desde a chegada da titular à comarca e diz que a diferença no atendimento passou a ser sentida no dia a dia. “Utilizo o cartório aqui em Uruçuca com Gracielle. O atendimento, depois que teve essa migração para privatização, facilitou bastante a nossa vida. É um atendimento completamente informatizado e a gente é atendido com rapidez e o tempo de espera muito reduzido. Então, para a comunidade facilitou bastante esse trabalho”, afirma.

 

Gracielle lembra também que uma das principais reclamações da população antes da modernização era justamente a demora para emissão de documentos considerados urgentes, como registros de óbito.

 

“A população falava muito isso: ‘Nossa, agora ficou muito mais fácil’. A gente consegue o documento muito mais rápido. Antes demorava muito para fazer um registro de óbito, sendo que o óbito tem que ser entregue no mesmo dia pela relevância daquele registro”, diz.

 

Ela afirma que o reconhecimento da população aparece nas situações mais simples do cotidiano. “Eles têm essa gratidão. A gente vê isso diariamente aqui no cartório, inclusive quando uma senhorinha traz uma penca de banana, traz cacau, mel de cacau, chocolate. A comunidade é muito simples, muito humilde, então ela sabe retribuir quando é bem atendida”, conta a registradora.

 

E completa: “Esse carinho é realmente refletido nisso, nessas coisas simples. Seja num caqui, seja numa banana ou qualquer outra fruta que eles trazem aqui para a gente como forma de agradecer esse nosso empenho em estar melhorando cada dia mais a vida deles aqui na população”.

 

Equipe construída junto com a cidade

 

Parte dessa relação construída com a comunidade passa também pela equipe do cartório. Entre os nomes citados por Gracielle está o da escrevente Yasmim de Assis, que trabalha na serventia desde 2018. “É o meu braço direito, é da região, filha de Uruçuca. É uma pessoa muito querida pela comunidade e por mim também. É uma pessoa com quem posso contar 100%. Uma joia rara da região”, afirma.

 

A registradora lembra que encontrar profissionais qualificados em cidades menores costuma ser um desafio para serventias de pequeno porte. “É difícil encontrar mão de obra. A gente de cartório pequeno sabe como é. E quando encontra, a gente vai lapidando”, diz.

 

Yasmim acompanhou de perto as mudanças implementadas nos últimos anos e destaca o processo de informatização do Registro Civil no município. “Melhorou muito. A gente conseguiu informatizar o Registro Civil aqui em Uruçuca, graças à Dra. Gracielle”, afirma.

 

Ela também destaca a forma como a titular conduz o atendimento à população. “É uma pessoa extremamente cuidadosa. Ela procura sempre ver o lado que fica melhor para os dois lados, dentro da norma jurídica, mas que consiga alcançar o cliente da melhor forma possível”, conta.

 

Depois de quase uma década em Uruçuca, Gracielle fala da cidade já não apenas como local de trabalho, mas como lugar que faz parte da sua vida. “É uma cidade muito acolhedora. Aqui eu me sinto muito acolhida pela comunidade e acolhi Uruçuca no meu coração também. É uma cidade que eu gosto de viver, moro aqui, voto aqui, trabalho ajudando na comunidade e não sei dizer como seria um dia sair daqui”, descreve.

 

Assessoria de Comunicação da Anoreg/BA

 
 
 

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